1/31/2008

Um Grito Rocker também em Curitiba

Jornal do Estado

Festival que pela primeira vez tem edição também na capital paranaense


Adriane Perin


Divulgação
Mordida, já tem mais tempo de estrada; Gianninis, com nova formação, Sabonetes e Anacrônica, que tocam no Grito, são de gerações recentes; Chuck Harvey é atração do Psycho Carnival

Chegou a vez de Curitiba fazer parte de um dos “novos” festivais de rock que mais vem chamando a atenção Brasil afora, por sua abrangência e formato. Em parceria com a produção do Psycho Carnival – que acontece de 2 a 4, no mesmo lugar e faz parte do circuito – começa hoje a primeira edição curitibana do Grito Rock, com uma seleção muito boa, que contempla a nova safra (Mariatchis e Anacrônica) do rock curitibano, com gente mais escaldada (Mordida, Los Diaños, Poléxia, Charme Chulo), além de duas convidadas de fora, Reino Funji (SC) e Vilania (SP). Criado há cinco anos, o Grito começou pequeno e hoje em dia se espalha por 44 cidades de 20 estados brasileiros, além de Buenos Aires e Montevidéu, que tornam esta a primeira edição internacional.
E a produção local é assinada pela novata Cachecol Coisas do Rock, que iniciou seus trabalhos em junho passado intermediando a vinda das gaúchas Graforréia Xilarmônica e Júpiter Maçã. Os produtores Timbó Deliberali e Eder Piazza já trabalham com bandas e andavam insatisfeitos com o jeito como as coisas acontecem no circuito local. Começaram a conversar informalmente sobre o assunto até que rolou a oportunidade de partir pra prática. Para este Grito, Eder diz que estão mais organizados, embora (a falta de) patrocínios ainda tenham impedido a concretização de alguns convites. O que, numa boa, não está sendo problema, já que a escalação é de alto nível.
O Grito faz parte das atividades impulsionadas pelo Circuito Fora do Eixo, projeto que envolve várias ações de estímulo e apoio à produção alternativa brasileira. O Grito Rock América do Sul, como foi batizado, começou dia 25 de janeiro e segue até 09 de fevereiro. A expectativa é de que todas as produções envolvam mais de 500 bandas.
O que não significa que o pessoal da Cachecol teve a vida ganha. Nada. Enfrentou as mesmas dificuldades de produzir shows de artista autorais que qualquer um. Mas, mostra vontade para ir adiante. “A gente conversa com as bandas, deixa claro que é um risco que todos correm. Em todo lugar tem dificuldades e não estamos prometendo nada de excepcional nem pros grupos, que conhecem a realidade. É difícil aqui como em qualquer outro lugar”, comenta Eder.
Festivais — Há anos se fala em aproveitar que Curitiba não é uma cidade forte no Carnaval tradicional, para investir neste perfil para atrair público alternativo. A Psychobilly Corporation, produtora do Psycho Carnival, que neste ano faz parte do programação internacional do Grito, merece ser louvada por aquilo que já fez. Considerado um dos maiores eventos de Psychobilly do mundo, o evento produzido por Vlar Urban e Wallace Barreto acontece há oito anos no carnaval, atraindo para Curitiba gente de todo canto do Brasil que curte o estilo. E este ano terá sua edição mais internacional. O interessante é que a entrada no Grito abre nova perspectiva de fortalecimento, já com visibilidade midiática. Quem ainda não comprou ingresso pro Psycho dá tempo, na Livrarias Curitiba.

Serviço
Grito Rock. Dia 31: Viernes, De Mefs, Gianninis, Vilania, Poléxia, Reino Fungi e Charme Chulo. Dia 01: Cosmonave, Primal, Sabonetes, Anacrônica, Mariatchis, Los Diaños e Mordida. Jokers (R. São Franciso, 164). Ingressos: R$15 ou R$25 (para os dois dias). Informações: (41) 3324-2351.

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