7/15/2007

Bortolotto conta a história de Billy, uma garota

Jornal do Estado
TV Cultura exibe neste domingo, às 21 horas, a estréia do dramaturgo londrinense na televisão

Adriane Perin


Cenas da vida desregrada de Hassim, personagem criado por Mário Bortolotto, para o teatro
O dramaturgo londrinense Mário Bortolotto assina roteiro e direção do teleteatro Billy, a Garota, que será exibido neste domingo pela TV Cultura dentro do programa Direções – Por Um Novo Caminho na Teledramaturgia, um laboratório para a pesquisa de novas linguagens. A Cultura já exibiu 11 dos 16 teleteatros que irão ao ar, semanalmente, até 19 de agosto, com direção de dramaturgos contemporâneos, estreantes em televisão. No elenco da história de um cara abandonado pela namorada, estão Joyce Roma (Billy), Gustavo Machado (Hassim) e Fernanda D´Umbra (Vanessa). Em participações especiais aparecem alguns amigos do escritor, vários deles que fazem parte da equipe da companhia Cemitério de Automóveis, criada em Londrina, nos anos 80 e atualmente radicada em São Paulo. São 30 minutos da produção e outros 30 de making off. “É pouco, então tinha que achar algo não muito longo. Poderia ter pego conto de algum amigo, mas preferi mostrar algo meu”, comenta. Ele escolheu um texto que considera mais ameno, já que será exibido por um veículo de massa, e educativo. A escolha, então, recaiu sobre um dos trechos da peça Curta Passagem, já apresentada em palcos curitibanos. “Não tive nenhuma preocupação”, responde ele, com seu jeito direto de sempre, quando perguntado sobre quais foram os demais cuidados para fazer a transposição de suporte. “Fiz como sempre faço, e foi muito rápido. Tanto que era para passar só dia 12 de agosto e foi adiantado. É como o meu teatro, sem inventar muito, tudo simples, gravado em um apartamento na Avenida São João”. Billy é a garota que aparece na vida de Hassim. “Ele mora com a namorada e ela vai embora porque não aguenta mais ele. É um cara muito parecido com uns amigos da gente e comigo mesmo”, confessa, referindo-se, possivelmente, a um estilo de ser boêmio e arredio a etiquetas sociais, comportamentais e politicamente corretismos. Só que a garota que aparece tem tendências suicidas e faz de tudo pra firmar um pacto de morte. “È uma brincadeira, algo bem leve”, adianta Bortolotto, que está terminando o novo disco de sua banda, e também deve ver em breve o lançamento da adaptação cinematográfica de Minha vida não vale um Chevrolet.


Serviço: Billy,a Garota. Dia 15 às 21h, na TV Cultura. A TV Cultura é retransmitida Paraná Educativa. Outra opção, na tv paga, é acessar diretamente a emissora.

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